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AirDroid

Publicado: 25 de janeiro de 2012 em ARTIGOS

Sente falta de uma espécie de central pra gerenciar seu tablet ou celular com android, assim como o iTunes paras os iportáteis?
Eis aqui uma solução que une tudo isso e mais um bocado.

Acesso remoto, com o AirDroid você poderá acessar remotamente sei celular ou tablet e instalar e desinstalar programas, deletar e criar pastas, enviar mensagens de texto e várias outras tarefas de maneira mais fácil e comoda.

Nesse link você baixa o aplicativo direto do market para seu portátil.

A tela inicial é a tela de configuração do mesmo, onde vc escolhe uma senha predefinida por você ou a senha aleatória na qual é  a padrão do programa.

Em settings, você pode setar as opções de senha assim como demais opções do aplicativo.

Depois de tudo configurado, basta digitar o IP do dispositivo seguido sa porta 8888, porta padrão TCP e UDP. Seu dispositivo móvel aparecerá como na imagem acima, dependendo do seu tema. Logo vemos vários ícones de aplicativos nativos do sistema onde você pode executar várias tarefas, algumas delas são:

Adicionar contatos a sua agenda.

Mesmo que você não tenha um celular, como é o meu caso, uma agenda de contatos em seu tablet é bastante útil na hora de mandar um email ou pegar um número de telefone.

Na barra lateral você tem as mais opções de contato, como mandar sms ou adicionar um contato a lista existente

A direita, você pode obter mais informações como espaço no cartão SD, memória utilizada, quantidade de arquivos por tipo no SD, da mesma maneira que o iTiunes informa quantas músicas, filmes etc.

Em files, abre o gerenciador de arquivos, onde você pode criar, deletar, copiar e renomear pastas e arquivos contidos no carão SD interno do tablet.

Os demais ícones são intuitivos, música, fotos, ringstones e o do próprio Market, no qual abre em uma aba separada o site do mesmo.

Pasta de imagens

Em apps, você pode instalar ou desinstalar aplicativos de seu dispositivo.

Esse é um aplicativo que não pode faltar em um tablet ou celular. Ele ajuda o usuário nas tarefas mais corriqueiras de maneira fácil e atrativa, podendo deixar de usar diretamente eu tablet quando você estiver em casa ou no trabalho.

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Coby Kyros 7016 (MID7016)

Publicado: 11 de novembro de 2011 em ARTIGOS

Bom, com essa onda de tablets invadindo faculdades, escolas e a casa da classe média baixa, resolvi fazer um review de um tablet média renda. Voltado para o mercado “emergente” digital, para pessoas que não tem tanto poder aquisitivo. Como eu não estou de fora desse povo, comprei um dos mais populares tablets a venda no Brasil.

O Coby Kyros 7016 tem um hardware modesto mas com recursos tem um tablet de grande porte, graças ao sistema Andorid, desenvolvido pela  Google.
#ESPECIFICAÇÕES

Processador

Tipo de CPU Telechips ARM 11
CPU Speed 800 MHz
Processo 256 MB
Memória

Memória Incluído 4GB
Tipo de memória Memória Flash
Memória Max 4GB Built-expansível até 16GB com cartão microSD
Tela
Tamanho da Tela 7″
Tipo de exposição Resistente
Resolução da Tela 800 x 480 (WVGA)
Aspect Ratio 16:09
Networking
Tipo de WLAN Wi-Fi 802.11 b / g
Conexões

Entrada de áudio Microfone embutido
Saída de áudio 3,5 milímetros auscultadores e Built-in Speaker
Saída de Vídeo High Speed ​​HDMI, tipo C (mini), Suporta 1080P e 720P
Porta USB USB 2.0 de alta velocidade
Geral

Funções adicionais Compatível com Microsoft ® Windows ® XP, Vista, 7 ou superior e Mac OS ou Linux em modo de armazenamento em massa
Idiomas do Menu OSD Inglês (EUA), francês (França), alemão, chinês tradicional, chinês simplificado, Italiano, Espanhol, Português (Brasil), coreano, japonês, russo
Suporte OS Android OS 2,3
Saída de alto-falante Mono
Certificações ETL, HDMI, UL
O que mais me instigou a foi de um certo modo as mesmas quando resolvi comprar meu iPod Touch 2G de 8GB, porém, um poderio gráfico e de processamento maior e uma tela 3 vezes maior.
Como meu trabalho fica longe de casa, minha certificação MicroSoft é foda de pegar as matérias sem uma video aula. Um tablet de tela maior é mais que trivial.
Mas vamos aos testes.
#CONECTIVIDADE E ENERGIA
Conectado na wireless, navegando no facebook, conversando no IMO e tal durante cerca de 4 horas, a bateria ficou com 40% da carga, e depois disso, ouvi musica com a wireless desabilitada por mais umas 2 horas. Sinal que ele aguenta um bom tempo de uso na bateria sem apresentar problemas de instabilidade.
#MULTIMÍDIA
Execução de filmes e diversos formatos.
Ele tocou um show do Alice n Chais em formato MKV sem nenhum travamento ou erro de codec.
Fora os demais arquivos de mídia como AVI e RMVB que também foram executados sem nenhum problema, só me resta experimentar arquivos MP4 e MOV. Ainda estou na busca de um tocador de filmes com suporte a legendas.
#APLICATIVOS
Graças a um tutorial sobre como instalar o Android Market, consegui expandir meus horizontes para aplicativos com diversas aplicabilidades.
As aplicabilidades de um tablet são inúmeras, uma delas é o simples fato de estar conectado a internet em qualquer lugar. Mas claro, por padrão esse tablet não vem com suporte a conecção 3G, mas há vários tutoriais na web, inclusive vídeos, que mostram como contornar isso.
#IMPRESSÕES FINAIS
Para que esta atras de um tablet de preço acessível entre 250 e 450 reais, o Coby Kyros é uma boa pedida, vindo com um ótimo sistema operacional e recursos existentes nos grandões da área, ele ñ vai te deixar a desejar se sua intenção é um uso básico sem faser em um tablet, o q seria pra ser feito em um PC ou notebook.
Espero que tenham gostado e até o próximo.

Acessando seu iPod Touch/iPhone via VNC

Publicado: 20 de julho de 2011 em ARTIGOS, iPOD/iPHONE

No seu PC/Mac, baixe um Cliente VNC. Para os usuários de Windows, sugiro o TightVNC, gratuito e muito bom. Para quem usa Mac, sugiro o exelente Chicken of the VNC, gratuito também e cheio de recursos.

Depois de tudo estar instalado, abra o seu Cliente VNC no seu PC e em Host, coloque o IP do seu iPod/iPhone, que pode ser visto em Settings -> WiFi, dando um clique na bolinha azul do lado do nome da rede. Deixe o campo Password em branco e clique em conect.

Imediatamente vai aparecer no seu iPod/iPhone uma tela perguntando se você aceita se conectar ao IP do seu computador. Clique em Accept e um ponteiro preto vai aparecer na sua tela.

No Computador, a tela do seu iPod/iPhone vai aparecer. Pronto! Agora você pode mexer no seu gadget de longe, direto pelo seu PC/Mac, sem complicações.

O botão Home é ativado quando se clica com o botão direito do Mouse no Windows e quando se clica segurando Control no Mac. Não existe como ativar o botão Sleep remotamente, mas você pode fazer isso manualmente que o iPod/iPhone continuará conectado.

Overclock em um iMac G3

Publicado: 31 de janeiro de 2011 em ARTIGOS, MAC OS X

Desenterrando o dinossauro. Essa vai pra você que desejar ter todo o “desempenho” do seu iMac G3 333.

Observou o grande ganho? O.o
Não é qualquer PC que chega a esse patamar. 8*/

Compilação de Kernel Debian

Publicado: 6 de maio de 2009 em ARTIGOS, GNU/LINUX

Para quem sempre fugiu desse tipo de assunto, com medo de arrebentar com o sistema, e para os que fazem disso o seu jogo dos 9 erros, aqui vai uma boa leitura de um artigo muito interessante.
Só uma palhinha da introdução.

As atualizações de kernel são um tema “místico” dentro do Linux, envolvendo mais mitos e lendas do que, possivelmente, qualquer outro aspecto do sistema. Até hoje perdura por exemplo o mito de que é possível obter um grande ganho de desempenho simplesmente por recompilar o kernel desabilitando componentes não usados, algo que deixou de fazer muita diferença desde que o kernel ganhou suporte a módulos, quase 15 anos atrás.

. . . . .

Leia mais aqui

PLC

Publicado: 20 de fevereiro de 2009 em ARTIGOS
Um artigo muito interessante do WikiPédia sobre essa técnologia.

PLC (Power Line Communications) é a tecnologia que utiliza uma das redes mais utilizadas em todo o mundo: a rede de energia elétrica. A idéia desta tecnologia não é nova. Ela consiste em transmitir dados e voz em banda larga pela rede de energia elétrica. Como utiliza uma infra-estrutura já disponível, não necessita de obras em uma edificação para ser implantada.

A PLC trabalha na camada 2 do modelo ISO/OSI, ou seja, na camada de enlace. Sendo assim, pode ser agregada a uma rede TCP/IP (camada 3) já existente, além de poder trabalhar em conjunto com outras tecnologias de camada 2.

Histórico da tecnologia PLC

Sistemas de Powerline Carrier, chamados também de OPLAT (Ondas Portadoras em Linhas de Alta Tensão), têm sido utilizados pelas empresas de energia elétrica desde a década de 1920. Esses sistemas foram e ainda são utilizados para telemetria, controle remoto e comunicações de voz. Os equipamentos são muito robustos e normalmente tem uma vida útil superior a trinta anos. Somente recentemente, com o avanço de instalação de fibras ópticas e barateamento de sistemas de telecomunicações, diversas empresas de energia elétrica decidiram abandonar o Carrier. Como resposta, os fabricantes estão deixando de produzir estes equipamentos por falta de demanda.

Algumas poucas aplicações de banda estreita em residências e sistemas de segurança e automação predial utilizam ainda sistemas de Powerline Carrier de banda estreita, baixa velocidade e com modulação analógica.

Powerline Communications

Em 1991, o Dr. Paul Brown da Norweb Communications (Norweb é a empresa de Energia Elétrica da cidade de Manchester, Inglaterra) iniciou testes com comunicação digital de alta velocidade utilizando linhas de energia. Entre 1995 e 1997, ficou demonstrado que era possível resolver os problemas de ruído e interferências e que a transmissão de dados de alta velocidade poderia ser viável.

Em outubro de 1997, a Nortel e Norweb anunciaram que os problemas associados ao ruído e interferência das linhas de energia estavam solucionados. Dois meses depois, foi anunciado pelas mesmas empresas o primeiro teste de acesso Internet, realizado numa escola de Manchester. Com isso, foi lançada uma nova idéia para negócios de telecomunicações que a Nortel/Norweb chamaram de Digital Powerline.

Em março de 1998, a Nortel e a Norweb criaram uma nova empresa intitulada de NOR.WEB DPL com o propósito de desenvolver e comercializar Digital PowerLine (DPL).

Todas as empresas elétricas do mundo estavam pensando em se tornar provedores de serviços de telecomunicações, utilizando seus ativos de distribuição. Devemos lembrar que o setor de telecomunicações estava passando por um crescimento explosivo no mundo (celular e Internet), e, particularmente no Brasil, estava em curso a maior privatização de empresas de telecomunicações.

O acompanhamento dos desenvolvimentos e progressos da tecnologia Powerline era feito na época, no Brasil, pelo Subcomitê de Comunicações do GCOI, e a APTEL, que foi criada em abril de 1999, realizou o seu primeiro Seminário em setembro de 1999, com o tema: Tecnologia Powerline Communications (PLC).

Vale também lembrar que na Europa em 1997 foi criado o PLC Fórum e, em 1998, a UTC lançou nos USA o Power Line Telecommunications Forum (PLTF).

Atualmente, temos diversos produtos comerciais com tecnologia Powerline Communications e o próprio FCC (Federal Communications Commission) fez diversas declarações sobre a viabilidade desta tecnologia.

Vantagens do uso da PLC

Uma das grandes vantagens do uso da PLC é que, por utilizar a rede de energia elétrica, qualquer “ponto de energia” pode se tornar um ponto de rede, ou seja, só é preciso plugar o equipamento de conectividade (que normalmente é um modem) na tomada, e pode-se utilizar a rede de dados. Além disso, a tecnologia suporta altas taxas de transmissão, podendo chegar a até 200Mbps em faixas freqüência de 1,7Mhz a 30Mhz.

Desvantagens do uso da PLC

Uma das grandes desvantagens do uso da PLC (ou BPL), é que qualquer “ponto de energia” pode se tornar um ponto de interferência, ou seja, todos os outros equipamentos que utilizam radiofreqüência, como receptores de rádio, telefones sem fio, alguns tipos de interfone e, dependendo da situação, até televisores, podem sofrer interferência. A tecnologia usa a faixa de freqüências de 1,7MHz a 30MHz, com espalhamento de harmônicos até freqüências mais altas. Outra desvantagem é o facto de ser half-duplex sem esquecer que é um sistema de banda partilhada. Estas duas características fazem com que o débito seja reduzido em comparação com outras tecnologias. Em alguns países, existem movimentos contra a sua instalação[1][2].

Equipamentos

Os principais equipamentos presentes em redes PLC são:

Modem (PNT): Usado para a recepção e transmissão dos dados, o modem é instalado em um host (estação de trabalho, servidor, etc.) que é ligado à tomada de energia. Ele realiza a comunicação com o Demodulador Repetidor (PNR).

Demodulador Repetidor (PNR): Esse equipamento provê acesso direto do usuário do sistema InDoor para o sistema Outdoor. Cada residência tem um, e este se comunica com o Concentrador Mestre (PNU).

Concentrador Mestre (PNU): Controla o sistema Outdoor e interconecta uma Célula de Energia (Power Cell) à rede do backbone. Geralmente esta localizada no transformador. Deste ponto em diante a comunicação pode ser feita pela operadora de telecomunicações.

Multiplexação e Modulação

A tecnologia PLC utiliza a técnica de modulação de sinais OFDM (Orthogonal Frequency Division Multiplexing), pode utilizar as modulações por QAM (Quadrature Amplitude Modulation) e PSK (Phase Shift Modulation).

Interferência do PLC na rede elétrica

A PLC não interfere em nenhum eletrodoméstico, pois as freqüências utilizadas por ela não são usadas por nenhum eletrodoméstico, podendo conviver sem problemas com os outros equipamentos. No entanto, parte da banda de rádio de onda média – 1,7 a 3 MHz – e toda a onda curta – 3 a 30 MHz – ficam completamente prejudicadas e inutilizáveis. Outros equipamentos podem causar interferências em uma rede PLC, como motores de escova e os dimmers de luz. Entre os motores domésticos, destacam-se os secadores de cabelos, aspiradores e as furadeiras elétricas. Além desses, chuveiros elétricos também podem interferir no PLC.

Outro ponto importante da PLC é a conexão com equipamentos bloqueadores de freqüência (filtros de linha) e os equipamentos isoladores (estabilizadores) ou que sejam alimentados por fontes chaveadas (no-breaks): os equipamentos PLC não podem ser ligados nestes.

No caso dos no-breaks, a saída da rede elétrica é isolada, e nos filtros de linha as altas freqüências são bloqueadas, o que impossibilita o funcionamento da rede.

A interferência da PLC ocorre na faixa de 1,6 a 30 MHz, principalmente nos equipamentos de comunicação das forças armadas e no controle de tráfego aéreo. O fato é que estudos devem ser feitos para que exista uma recomendação para o uso da PLC em locais próximo a aeroportos, unidades militares, portos, etc. O uso irregular da PLC pode trazer sérios problemas para o serviço móvel aeronáutico e controle de tráfego aéreo que usam a faixa de HF para estabelecer seus enlaces de comunicações.

Segurança

Toda comunicação do PLC é criptografada. Alguns protocolos como o HomePlug 1.0 utilizam criptografia DES de 56 bits. Os dados estão sempre em rede local porque esta tecnologia não ultrapassa a caixa elétrica da casa. Contém de fato muito mais segurança do que o Wi-Fi, que pode ser visível pelos vizinhos e que necessita uma identificação por usuário e senha.

Fonte

Partição – Saiba tudo

Publicado: 19 de fevereiro de 2009 em ARTIGOS

Um interessante artigo do Wikipédia sobre particionamento e disco rígido.

Uma partição é uma divisão de um disco rígido (SCSI ou ATA). Cada partição pode conter um sistema de arquivos diferente. Consequentemente, vários sistemas operacionais podem ser instalados na mesma unidade de disco.

Existem diferentes modelos de particionamento, sendo o tipo DOS o mais conhecido, usado nos computadores PC. Um tipo que começa a ser difundido é o GPT (GUID Partition Table), usado em conjunto com o UEFI (Unified Extensible Firmware Interface — padrão criado pela Intel para substituir o BIOS, atualmente mantido por Unified EFI, Inc.).
Índice

* 1 Geometria de disco
* 2 Partição DOS — MBR
o 2.1 Notação
o 2.2 Partições primárias
o 2.3 Partição estendida
* 3 GPT (EFI)
* 4 Referências
* 5 Texto em revisão — Ferramentas
o 5.1 Particionamento destrutivo e não destrutivo
o 5.2 Particionadores Gráficos
o 5.3 Particionador integrado aos instaladores
o 5.4 Unix

Geometria de disco

Uma unidade de disco constitui-se de um ou mais pratos sobrepostos, cobertos por uma camada magnética. Existe uma cabeça de leitura-gravação para cada superfície. Cada superfície é dividida em anéis concêntricos (as trilhas) e uma trilha é dividida em setores, onde um setor tem, normalmente, 512 bytes.

As trilhas são numeradas de fora para dentro. Um conjunto de trilhas com o mesmo raio forma o cilindro. As cabeças de leitura-gravação são movimentadas conjuntamente, posicionando-se no mesmo cilindro.

Essa geometria básica fornece um modelo para localização do setor, chamado CHS (cylinder, head, sector). O número do cilindro, juntamente com o numero da cabeça, fornece a localização da trilha. Identificando-se a trilha, pode-se localizar um determinado setor. Esse esquema é tridimensional, sendo necessário conhecer sempre os três parâmetros para localização do setor.

O padrão LBA (logical block address) é mais simples. Os setores são identificados seqüencialmente (linearmente), começando da trilha mais externa. Se houver mais de um prato, cada superfície é numerada (a partir de zero) — o setor zero é o primeiro setor na trilha zero, cabeça (superfície) zero. Essa é uma identificação unidimensional. Cabe à controladora no disco transformar esse número lógico de setor com a sua localização física no disco (mapeando cilindro, cabeça e setor correspondente).

Partição DOS — MBR

O particionamento do tipo DOS é comumente encontrado num computador PC doméstico. Localiza-se no primeiro setor do disco, que é chamado MBR (Master Boot Record). Caracteriza-se por permitir até quatro partições, ditas primárias. Caso seja necessário um número maior, pode-se usar uma partição primária como estendida. Neste caso, essa partição será um repositório de unidades lógicas (ou partições lógicas).

# fdisk -lu /dev/sdb

Disk /dev/sdb: 80.0 GB, 80026361856 bytes
255 heads, 63 sectors/track, 9729 cylinders, total 156301488 sectors
Units = sectors of 1 * 512 = 512 bytes

Device Boot      Start         End      Blocks   Id  System
/dev/sdb1              63     4016249     2008093+  82  Linux swap / Solaris
/dev/sdb2         4016250    20033054     8008402+  83  Linux
/dev/sdb3        20033055    36049859     8008402+   7  HPFS/NTFS
/dev/sdb4        36049860   156296384    60123262+   5  Extended
/dev/sdb5        36049923   156296384    60123231   83  Linux

Notação

Os valores usados aqui são hexadecimais, muito mais práticos que lidar diretamente com números binários. Na notação hexadecimal, cada byte é representado por dois caracteres. Por exemplo, o número decimal 63 é representado pela seqüência 0x3f (onde “0x” indica hexadecimal); o valor 255 (maior valor armazenado em um byte é representado por 0xff.

A arquitetura x86 (PC) usa um armazenamento little endian (CARRIER, 2005, p. 21). Isso significa que números grandes são lidos ou escritos a partir do dígito menos significativo (da esquerda para a direita). Por exemplo, o valor decimal 24.378, equivalente a 0x5f3a, seria armazenado em disco pela seqüência “3a 5f”.

Partições primárias

O MBR é o primeiro setor do disco e divide-se em duas áreas. É identificado por uma assinatura (0xaa55) localizada nos dois últimos bytes (510-511) — por ser little endian, a seqüência 0x55 encontra-se no byte 510 e 0xaa no byte 511. A primeira parte do setor é reservada para conter o carregador de inicialização do sistema operacional (boot loader) e possui um tamanho de 446 bytes (0-445). A segunda área, com tamanho de 64 bytes, contida na faixa 446-509, contém a tabela de partições. (CARRIER, 2005, p. 81-101).

# dd if=/dev/sdb bs=512 count=1 | xxd

0000000: faeb 2101 b501 4c49 4c4f 1606 3f79 f247  ..!…LILO..?y.G
0000010: 0000 0000 e6c7 bd47 ca59 9ecf 8100 8060  …….G.Y…..`
0000020: 6ac5 e500 b8c0 078e d0bc 0008 fb52 5306  j…………RS.
0000030: 56fc 8ed8 31ed 60b8 0012 b336 cd10 61b0  V…1.`….6..a.
0000040: 0de8 6701 b00a e862 01b0 4ce8 5d01 601e  ..g….b..L.].`.
0000050: 0780 fafe 7502 88f2 bb00 028a 761e 89d0  ….u…….v…
0000060: 80e4 8030 e078 0a3c 1073 06f6 461c 4075  …0.x.<.s..F.@u
0000070: 2e88 f266 8b76 1866 09f6 7423 52b4 08b2  …f.v.f..t#R…
0000080: 8053 cd13 5b72 550f b6ca ba7f 0042 6631  .S..[rU……Bf1
0000090: c040 e870 0066 3bb7 b801 7403 e2ef 5a53  .@.p.f;…t…ZS
00000a0: 8a76 1fbe 2000 e84a 00b4 9966 817f fc4c  .v.. ..J…f…L
00000b0: 494c 4f75 275e 6880 0807 31db e834 0075  ILOu’^h…1..4.u
00000c0: fbbe 0600 89f7 b90a 00f3 a675 0db0 02ae  ………..u….
00000d0: 7508 0655 b049 e8d2 00cb b49a b020 e8ca  u..U.I……. ..
00000e0: 00e8 b700 fe4e 0074 07bc e807 61e9 5eff  …..N.t….a.^.
00000f0: f4eb fd66 ad66 09c0 740a 6603 4610 e804  …f.f..t.f.F…
0000100: 0080 c702 c360 5555 6650 0653 6a01 6a10  …..`UUfP.Sj.j.
0000110: 89e6 53f6 c660 7458 f6c6 2074 14bb aa55  ..S..`tX.. t…U
0000120: b441 cd13 720b 81fb 55aa 7505 f6c1 0175  .A..r…U.u….u
0000130: 4a52 06b4 08cd 1307 7259 51c0 e906 86e9  JR……rYQ…..
0000140: 89cf 59c1 ea08 9240 83e1 3ff7 e193 8b44  ..Y….@..?….D
0000150: 088b 540a 39da 7339 f7f3 39f8 7733 c0e4  ..T.9.s9..9.w3..
0000160: 0686 e092 f6f1 08e2 89d1 415a 88c6 eb06  ……….AZ….
0000170: 6650 5958 88e6 b801 02eb 02b4 425b bd05  fPYX……..B[..
0000180: 0060 cd13 7310 4d74 0a31 c0cd 1361 4deb  .`..s.Mt.1…aM.
0000190: f0b4 40e9 46ff 8d64 1061 c3c1 c004 e803  ..@.F..d.a……
00001a0: 00c1 c004 240f 2704 f014 4060 bb07 00b4  ….$.’…@`….
00001b0: 0ecd 1061 c300 4970 ca59 9ecf 0000 0001  …a..Ip.Y……
00001c0: 0100 82fe 3ff9 3f00 0000 3b48 3d00 0000  ….?.?…;H=…
00001d0: 01fa 83fe ffff 7a48 3d00 a565 f400 00fe  ……zH=..e….
00001e0: ffff 07fe ffff 1fae 3101 a565 f400 00fe  ……..1..e….
00001f0: ffff 05fe ffff c413 2602 fdd0 2a07 55aa  ……..&…*.U.

Os 64 bytes antes da assinatura constituem a tabela de partições. Esta, por sua vez, é dividida em quatro entradas, que definem as partições primárias.

entrada marca CHS(ini) tipo CHS(fim) LBA(ini) LBA(tam)

[1]    00    010100   82   fe3ff9  3f000000 3b483d00
[2]    00    0001fa   83   feffff  7a483d00 a565f400
[3]    00    feffff   07   feffff  1fae3101 a565f400
[4]    00    feffff   05   feffff  c4132602 fdd02a07

Cada entrada da tabela de partições possui seis campos:
Faixa     Nº byte(s)     Descrição
0         1     Marca de inicialização
1-3      3     Endereço CHS inicial
4         1     Tipo de partição
5-7      3     Endereço CHS final
8-11    4     Endereço LBA inicial
12-15  4     Tamanho (em nº de setores)

O primeiro campo é usado para o BIOS identificar a partição de inicialização e terá o valor 0x80 para a partição de inicialização do MS-DOS e derivados. Sistemas Unix-like não necessitam dessa marca — neste caso o valor será 0x00. O byte de tipo permite até 255 tipos de partição (o zero identifica uma partição vazia).

00  Empty                       1e  Hidden W95 FAT1 80  Old Minix       be  Solaris boot
01  FAT12                        24  NEC DOS         81  Minix / old Lin bf  Solaris
02  XENIX root             39  Plan 9          82  Linux swap / So c1  DRDOS/sec (FAT-
03  XENIX usr               3c  PartitionMagic  83  Linux           c4  DRDOS/sec (FAT-
04  FAT16 <32M           40  Venix 80286     84  OS/2 hidden C:  c6  DRDOS/sec (FAT-
05  Extended                 41  PPC PReP Boot   85  Linux extended  c7  Syrinx
06  FAT16                      42  SFS             86  NTFS volume set da  Non-FS data
07  HPFS/NTFS           4d  QNX4.x          87  NTFS volume set db  CP/M / CTOS / .
08  AIX                           4e  QNX4.x 2nd part 88  Linux plaintext de  Dell Utility
09  AIX bootable          4f  QNX4.x 3rd part 8e  Linux LVM       df  BootIt
0a  OS/2 Boot Manag 50  OnTrack DM      93  Amoeba          e1  DOS access
0b  W95 FAT32            51  OnTrack DM6 Aux 94  Amoeba BBT      e3  DOS R/O
0c  W95 FAT32 (LBA) 52  CP/M            9f  BSD/OS          e4  SpeedStor
0e  W95 FAT16 (LBA) 53  OnTrack DM6 Aux a0  IBM Thinkpad hi eb  BeOS fs
0f  W95 Ext’d (LBA)    54  OnTrackDM6      a5  FreeBSD         ee  EFI GPT
10  OPUS                        55  EZ-Drive        a6  OpenBSD         ef  EFI (FAT-12/16/
11  Hidden FAT12         56  Golden Bow      a7  NeXTSTEP        f0  Linux/PA-RISC b
12  Compaq diagnost   5c  Priam Edisk     a8  Darwin UFS      f1  SpeedStor
14  Hidden FAT16 ❤  61  SpeedStor       a9  NetBSD          f4  SpeedStor
16  Hidden FAT16        63  GNU HURD or Sys ab  Darwin boot     f2  DOS secondary
17  Hidden HPFS/NTF 64  Novell Netware  b7  BSDI fs         fd  Linux raid auto
18  AST SmartSleep      65  Novell Netware  b8  BSDI swap       fe  LANstep
1b  Hidden W95 FAT3  70  DiskSecure Mult bb  Boot Wizard hid ff  BBT

Partição estendida

O limite de quatro partições é inconveniente. Para ultrapassá-lo, usa-se a partição estendida, que é uma partição primária que serve de repositório para outras partições. A partição cujo tipo é 0x05 ou 0x0f não contém um sistema de arquivos. Em vez disso, contém outra partição (dita secundária), que por sua vez contém uma partição (ou unidade) lógica. (CARRIER, 2005, p. 83-84).

# mmls /dev/sdb

DOS Partition Table
Sector: 0
Units are in 512-byte sectors

Slot    Start        End          Length       Description
00:  —–   0000000000   0000000000   0000000001   Primary Table (#0)
01:  —–   0000000001   0000000062   0000000062   Unallocated
02:  00:00   0000000063   0004016249   0004016187   Linux Swap / Solaris x86 (0x82)
03:  00:01   0004016250   0020033054   0016016805   Linux (0x83)
04:  00:02   0020033055   0036049859   0016016805   NTFS (0x07)
05:  00:03   0036049860   0156296384   0120246525   DOS Extended (0x05)
06:  —–   0036049860   0036049860   0000000001   Extended Table (#1)
07:  —–   0036049861   0036049922   0000000062   Unallocated
08:  01:00   0036049923   0156296384   0120246462   Linux (0x83)

A tabela de partições estendida contém no máximo duas entradas. A primeira descreve uma unidade lógica e a segunda, quando existe, aponta para uma partição estendida secundária, que por sua vez irá conter outra unidade lógica e uma outra eventual partição estendida. Esse esquema funciona como uma lista encadeada.

O setor que contém a tabela secundária (endereço 36.049.860) estará praticamente vazio, contendo apenas a tabela que irá descrever a unidade lógica.

# dd if=/dev/sdb bs=512 count=1 skip=36049860 | xxd

0000000: 0000 0000 0000 0000 0000 0000 0000 0000  …………….
0000010: 0000 0000 0000 0000 0000 0000 0000 0000  …………….
*** dados retirados — contêm apenas zeros ***
00001b0: 0000 0000 0000 0000 0000 0000 0000 00fe  …………….
00001c0: ffff 83fe ffff 3f00 0000 bed0 2a07 0000  ……?…..*…
00001d0: 0000 0000 0000 0000 0000 0000 0000 0000  …………….
00001e0: 0000 0000 0000 0000 0000 0000 0000 0000  …………….
00001f0: 0000 0000 0000 0000 0000 0000 0000 55aa  …………..U.

GPT (EFI)

As duas principais limitações do MBR são: o número de partições (embora seja possível usar partições estendidas e lógicas, o processamento do encadeamento é ineficiente); e o tamanho máximo da partição (e do disco) — 2 TiB. Para resolver esse e outros problemas, a Intel criou a interface EFI, que atualmente é mantida por um consórcio de empresas — a UEFI (http://www.uefi.org, que inclui a Intel, IBM, Apple, Microsoft e outras importantes empresas), cujo objetivo principal é substituir o BIOS.

Uma das novas especificações é o particionamento GPT (GUID Partition Table). A GPT, dentre outros recursos, possibilita a redundância, a verificação de integridade, um grande número de partições (a Microsoft limita em 128, mas a especificação não) e os campos de endereçamento e tamanho da partição aumentaram de quatro bytes (32 bits) para oito (64 bits) — que permitem partições de 8.589.934.592 TiB (8 x 270 bytes ou 8 ZiB).

Particionamento destrutivo e não destrutivo

O FDISK do MS DOS é um exemplo de particionador destrutivo. Ele não é capaz de redimensionar partições, ou seja, se houver um sistema Windows ocupando todo o HD, não é possível redimensionar a partição existente.

Um particionador não destrutivo que funciona em modo texto é o Fips. É criado um disco de inicialização DOS e à partir dele inicia-se o Fips.

Particionadores Gráficos

Uma solução rápida para particionar é usar um Live CD’s que traga o excelente particionador Qtparted, capaz de redimensionar partições de modo bastante eficaz.

Outro particionador muito bom é o Gparted, que é em Português. Atualmente já está bem amadurecido, tanto que já se tornou o particionador gráfico do Kurumin.

Uma vantagem de se usar um particionador de um Live CD é que você já inicia o particionamento direto, não sendo necessário sequer entrar no sistema instalado na máquina.

Para distribuições GNU/Linux baseadas no Debian há uma excelente dica de utilização no Guia do Hardware

Particionador integrado aos instaladores

O particionador do Mandriva Linux foi um dos primeiros a ganhar notoriedade por sua simplicidade, mas o Fedora tem hoje um bom particionador integrado ao instalador. O projeto Debian está implementando esta funcionalidade para as próximas versões.

Unix

Para baseados em Unix e Unix-like sistemas operacionais, como Linux e Mac OS X a criação de partições separadas para / boot, / home, / tmp / usr, / var / opt, trocar arquivos e tudo remanescente sob o “/” (Diretório raiz)é possível, exceto as suas partições chamados slices. Esse esquema tem uma série de vantagens potenciais: se um sistema de arquivo fica danificado, o restante dos dados (os outros sistemas de arquivos) permanecem intactos, minimizando perda de dados; partições podem ser acessadas somente para leitura e para a execução de setuid arquivos desativados, assim, aumentar a segurança e o desempenho pode ser mais reforçado. Este método tem a desvantagem de subdividir a unidade em partições de tamanho fixo, portanto, um usuário poderia ficar sem espaço no disco rígido do seu / home, apesar de outras partições ainda terem todo o espaço utilizável. Uma boa implementação exige que o usuário calcule com previsão de quanto espaço cada partição irá precisar, o que pode ser uma tarefa difícil, especialmente para novos usuários. Logical Volume Management, muitas vezes utilizado em servidores, aumenta a flexibilidade, permitindo a expansão nos volumes de dados em discos físicos separados (que podem ser adicionados quando necessário), é outra opção para redimensionar as partições, quando necessário. Típicos sistemas de mesa são muitas vezes constituídos por uma única “/” (diretório raiz), contendo o conjunto de arquivos muito menores, acrescidos de uma partição swap. Por padrão, o Mac OS X sistemas utilizam um único “/” (diretório raiz), contendo o conjunto de arquivos (inclusive o arquivo de troca) como um ponto de simplicidade (mas existem outras opções de configuração).

Fonte