Draco GNU/Linux 0.3

Publicado: 27 de abril de 2008 em GNU/LINUX

Recebi na newsletter do GDH uma matéria interessante sobre essa distro GNU/Linux que esta chegando, achei interessante por se tratar de ser baseada no Slackware, para que nunca instali (como eu que nunca consegui :|:| ), o sistema ou simlesmente nunca viu, é uma boa pedida

Autor original: Susan Linton
Publicado originalmente no:
http://distrowatch.com/
Tradução: Roberto Bechtlufft

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O Draco GNU/Linux é um sistema interessante. Ele já foi baseado no Slackware, e hoje pode ser descrito como um Linux com o gerenciamento de pacotes do NetBSD. A versão 0.3.0 foi lançada na semana passada, e eu me dei conta de que nunca tinha testado o Draco. Achei que seria um bom momento. Há duas opções de download: um sistema básico com 232MB e um desktop completo com 596MB. Eu escolhi a versão completa.

A Instalação

O Draco agora é desenvolvido de forma independente, mas já no instalador é possível notar a herança do Slackware. O logotipo e as cores mudaram, mas de resto é quase a mesma coisa. Como ocorre no Slackware, você já precisa ter uma partição disponível antes de começar a instalação. Se você precisar de um particionador pode usar o cfdisk, que está incluído no pacote. De resto a instalação é simples como de costume: um assistente vai lhe guiar por todo o processo, criando uma conta de usuário e a senha de root. Você pode escolher entre os kernels 2.6.23 e o 2.6.16 (que o Draco chama de kernel ‘legado’), e o LILO pode ser instalado caso você precise de um gerenciador de boot.

Após a instalação o sistema reinicia e nos leva a uma tela de login simples, sem opções adicionais. Supostamente seria possível mudar o gerenciador de janelas apertando F1, mas o Fluxbox não apareceu na lista. Se quiser desligar o computador, digite halt e entre com a senha de root. Para reiniciar digite reboot e, em seguida, a senha de root. Após o login, temos um belo desktop Xfce 4. Ele não é lá muito inovador, mas tem um papel de parede vermelho customizado para o Draco, e uma boa lista de aplicativos no menu. O Xfce 4 se mostrou estável, ágil e teve ótimo desempenho. O visual do Fluxbox é ótimo, mas o Draco travou algumas vezes com ele sem que eu fizesse muita coisa.

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Draco GNU/Linux 0.3.0 com o Xfce 4

Gerenciamento de Software

Alguns dos aplicativos incluídos são Graveman, Bluefish, Abiword e Gnumeric. Na parte gráfica, Blender, GIMP e inkscape. O Audacious e o gxine cuidam da reprodução de áudio e vídeo. Para a internet, temos Firefox 2.0.0.11, Pidgin, Liferea, Pan, Thunderbird, XChat e Transmission. Como se pode ver, há um programa para cada necessidade, sem exageros.

Se seus programas favoritos não estiverem incluídos, você vai ter que se entender com o maior diferencial do Draco, o DracoPKG. Ele é o gerenciador de pacotes do sistema. Como no APT, devem-se usar comandos fáceis de lembrar em um prompt de comando. Por exemplo, dp install <nome_do_pacote> instala o programa desejado. Outros comandos comuns são dp remove <nome_do_pacote>, dp replace <nome_do_pacote> e dp info <nome_do_pacote>. Ao contrário do APT, o DracoPKG pode usar os pacotes do pkgsrc do NetBSD para compilar um programa (e suas dependências) se não houver um binário disponível. Podemos encarar o DracoPKG como uma mistura de APT e Portage.

Testei vários pacotes com o DracoPKG, e ele funcionou muito bem. Parece que ele primeiro busca um binário no FTP do Draco. Caso encontre, o pacote é baixado e instalado. Caso contrário, o DracoPKG procura os pacotes dos fontes nos mirrors do NetBSD. Pacotes pequenos, como o Nano e o gedit, foram instalados sem problemas, mas com o VLC, que é mais complicado, a coisa não funcionou muito bem. O DracoPKG até compilou e instalou o VLC e suas dependências, mas o programa não rodou. Era só abrir o VLC que ele travava. No boot que se seguiu à instalação do VLC meu arquivo slim.conf desapareceu, e fui parar no terminal. Não sei se há alguma ligação, mas é bom comentar.

O DracoPKG tem um problema bem chato: ele demora muito para completar certas operações. Depois de compilar e instalar um programa, ele parece correr a lista de programas instalados para ver se há necessidade de recompilar ou atualizar algo, e isso leva bastante tempo. Atualizar os dados do pkgsrc leva uma eternidade. De modo geral, foi divertido usar o DracoPKG. Problemas como o que eu tive com o VLC devem ser raros, mas aqueles que não tem muita intimidade com o pkgsrc vão ter que aprender algumas coisinhas. Mais informações sobre o DracoPKG podem ser encontradas no wiki do Draco; no site do NetBSD você encontra a lista de pacotes.

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Draco GNU/Linux 0.3.0 com o Fluxbox

O Sistema e o Suporte a Hardware

O suporte a hardware do Draco está no nível habitual do Linux. Eu usei meu laptop de fé, o HP Pavilion, nos testes. O hardware básico foi habilitado automaticamente no boot. O X já iniciou com resolução de 1280×800, e o som funcionou logo de cara. A conexão ethernet também funcionou automaticamente. Mídia removíveis como CDs são reconhecidas assim que inseridas, e um ícone surge no desktop. Tudo isso já era de se esperar.

As funções avançadas do laptop já não são tão bem suportadas. Os módulos para gerenciamento de freqüência da CPU estão disponíveis e você pode incluir suas configurações no arquivo /sys/devices/system/cpu/cpu0/cpufreq/scaling_governor. O indicador de bateria não está presente por padrão, mas é possível instalar o xfce4-battery-plugin para isso. Também não há opções para suspender/hibernar.

Minhas maiores preocupações eram o gerenciamento de freqüência da CPU e a rede wireless. Como minha placa wireless não é suportada pelo Linux, eu aceito que algumas distros tenham problemas com ela. Eu me considero um felizardo quando o NdisWrapper traz a placa de volta à vida, e tive sorte com o Draco. Mas não tive tanta sorte com o wpa_supplicant, que permite o acesso à rede com encriptação WPA.

Encontrei um bug bem chato ao tentar montar minha partição NTFS do Windows. A partição não é montada, e o sistema fica lento.

Conclusão

Devo dizer que o Draco GNU/Linux é uma distribuição muito interessante, e que me diverti bastante com meus testes desta semana. O Draco tem uma boa comunidade e muitos usuários satisfeitos, mas acho que ainda é preciso aparar algumas pontas. Não tive grandes problemas, só alguns pequenos aborrecimentos. Eu me diverti com o Draco, mas não pretendo adotá-lo como o sistema principal deste laptop. Mas, se você gosta do Slackware e do Xfce, pode gostar dele.


Créditos a Susan Lintonhttp://distrowatch.com/
Tradução por Roberto Bechtlufft <robertobech at gmail.com>

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