Chegou a hora de descartar o Windows?

Publicado: 27 de fevereiro de 2008 em ARTIGOS


É possível fazer isso? É o momento certo? Descubra o que será necessário para mudar finalmente para o Mac OS X ou Linux no desktop.

A petição  “Salve o XP”, solicitando à Microsoft para manter o Windows XP disponível indefinidamente, ao invés de cessar as vendas em 30 de junho conforme está previsto, levou muitos leitores a sugerir que talvez a melhor resposta para aqueles que não gostam do Vista seja mudar totalmente de sistema operacional.

“Não tenha medo. Basta migrar para o Linux e se tornar um membro de uma sociedade verdadeiramente livre”, escreveu Carlos Raul Gutierrez.

“Comprei um Mac mini por causa do Windows Vista. Mas não queria que minhas únicas opções fossem um sistema operacional que estaria obsoleto (XP) em breve ou um que tivesse bugs e quebrasse grande parte do hardware existente (Vista). E não sou geek o bastante para usar o Linux (fazer as coisas a partir da linha de comando? Nem pensar…)”, escreveu alguém que se identificou apenas como Jack.

Até que ponto a migração para o Linux ou o Mac OS X da Apple é realista? Para alguns usuários – freqüentemente, pessoas com grande conhecimento técnico como engenheiros, consultores, designers e CTOs – é uma opção clara que já funciona muito bem. No ano passado, a utilização do Mac OS X ou Linux como sistema operacional padrão foi facilitada pela capacidade de executar o Windows em uma máquina virtual, proporcionando acesso tanto a aplicações puramente Windows quanto a Web sites que se apóiam em tecnologia ActiveX puramente Internet Explorer. Porém, em um ambiente de negócio, a mudança para um PC Linux ou Mac pode não ser tão fácil.

A opção Mac OS X
Das alternativas plausíveis ao Windows, o Mac OS X da Apple tem participação de mercado e histórico mais expressivos. Tom Yager tecnólogo-chefe do InfoWorld, escreveu que a última versão do Mac OS, Leopard (10.5), é simplesmente o melhor sistema operacional disponível. E os Macs estão realmente pipocando com mais freqüência, até mesmo nos círculos de TI – no ano passado, em conferências, vi mais MacBook Pros nas mãos de CTOs e executivos de TI do que jamais vi notebooks Mac.

Embora não existam números reais sobre a adoção corporativa de Macs, é evidente que a Apple está em fase de crescimento, conquistando uma parcela cada vez maior de todas as vendas de novos computadores há mais de um ano.

Yager, do InfoWorld, narrou as aventuras de um usuário de PC que mudou para o Mac OS, mostrando que, para um usuário individual, a conversão acabou sendo compensadora.  O site TechWeb também ofereceu um bom guia de migração para o Mac OS X.

Uma ferramenta essencial de quem está migrando para o Mac OS X é uma máquina virtual para rodar o Windows para estas aplicações e web sites que necessitem dele. Tanto o Parallels Desktop 3.0 quanto o software Fusion da EMC VMware dão conta do recado, como mostrou uma análise comparativa do InfoWorld.

Apesar de os Macs serem compatíveis com a maior parte do hardware típico, como monitores e drives, encaixar um Mac nos sistemas de gestão e nas aplicações ERP de uma empresa é outra história. O blog Mac Enterprise de Yager e o grupo de usuários Mac Enterprise oferecem orientação para gerenciar Macs em um ambiente de TI tradicional.

A opção Linux
O usuário com maior aptidão técnica pode ser atraído para Linux, o tipo mais popular de Unix no desktop. Normalmente, os desktops Linux são desafiados pela compatibilidade de hardware limitada (devido à falta de drivers), opções limitadas de aplicações e interfaces com o usuário que requerem participação ativa para execução do trabalho, o que tende a manter o Linux distante da população usuária geral. Mas quem trabalha com um servidor Linux o dia inteiro pode descobrir que utilizá-lo também no desktop facilita a vida.

Assim como os usuários Mac, os usuários Linux às vezes precisam acessar o Windows.  Considerando-se que as distribuições Linux rodam em hardware compatível com o Windows, é simples usar software de virtualização de desktop, como o Parallels Workstation, o VirtualBox da Sun (anteriormente da Innotek) e o software Workstation da EMC VMware, para proporcionar acesso a ambos os ambientes.

Embora algumas empresas tenham se comprometido com uma vasta implantação do Linux – a montadora de automóveis Peugeot Citroën, por exemplo, planeja instalar 20 mil desktops Novell Suse Linux – a maioria deixou o Linux com as equipes de engenharia e desenvolvimento.

Randall Kennedy, responsável pelo blog Enterprise Desktop no InfoWorld, argumenta que o Linux no desktop está condenado a permanecer um sistema operacional para um pequeno nicho, dada a falta de interesse da comunidade Linux em fornecer uma interface com o usuário que pessoas comuns possam utilizar. Kennedy tentou passar uma semana trabalhando somente com a distribuição Ubuntu do Linux, mas desistiu no quinto dia.

A visão de Kennedy, porém, não é a última palavra sobre Linux no desktop. Neil McAllister, colaborador freqüente do InfoWorld, preparou um relatório especial sobre como migrar do Windows para Linux, concluindo que o esforço não foi tão grande quanto se poderia pensar.

Quem tem razão? Como acontece com qualquer escolha de plataforma, talvez ambos. Uma abordagem “tamanho único” pode ser irreal. E isso provavelmente explica por que muitas empresas terão um mix, dominado pelo Windows XP hoje (e talvez o Vista dentro de alguns anos), mas não vinculado exclusivamente ao sistema operacional da Microsoft.

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